O Choro do Canário

Dentro das prisões e nas prisões quentes, tudo escondido na viagem sem sonhos de longo prazo, no manto tedioso de camadas de cebola vermelha com pregos, também presas no congelador dos pesadelos das pessoas.

A curiosidade insana raptou você de sua honra e o vazio do barulho e do jogo de cartas pela manhã é uma corrida dentro e fora de corridas mistas em um caldeirão de cores polarizando um novo século que entra nos portões de Júpiter.

Como será sua jornada pisando o chão em frutos e em seus filhos, como num piscar de olhos, abraçando uma árvore frágil e infrutífera, para dar e colher nas sobras a espinhosa repressão de partir após a diplomacia dos herdeiros?

O ceifador não usa mais uma foice de metal; sua garrafa de água grita de dentro das gargantas secas e surradas, mesmo em casa, eufórica e etilizada pelo desastre, as folhas cobrindo o solo de gelo que antes era esmeralda.

 

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