Balde Amarelo

O desejo é me rasgar vivo completamente, pele por pele queria me esfolar e arrancar todos os tecidos vivos da minha alma, eu sou assim quando a depressão assola minha carne, é comparável aos esgotos a céu aberto e à carniça e fedor que maltratam um pequeno incêndio. De esperança para aqueles que gritam no silêncio da pobre vida mortal que ainda permanece com seus amigos íntimos os ratos que corroem todo o meu ser em um balde velho derretido como os meus dias.

É um ciclo acidentado que se repete devorando como os animais e feras do campo de fezes abandonadas no ridículo fedorento e semanas sem um banho gelado, caindo como espetos escorpiões nas costas daqueles que gemem solitariamente e não têm nenhum bem. Sentido dos mesmos desgraçados que eu.

Cadeia de lama, depravada por prostitutas soltas, no ramo, há também hipócritas que são muito piores em seu sangue, vômito e covardia podre dos mais fracos e indefesos em meu mundo.

Quem pagará esse alto preço pelas porcarias e canalhas do pano e franja marginais no pôr do sol venenoso que cai todos os dias sobre as cabeças dos culpados, outros gostariam que seus pés fossem esmagados pela bigorna da imoralidade? Suas cabeças estão em placas de aço e justiça cega no palco, e as crianças doentes e famintas no ventre daqueles desafortunados que consentem no enigma da noite miserável construída e denunciada na garganta de uma mãe idosa de todas.

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