Safári

Todos os espinhos percorreram minhas artérias como um salto para o infinito sem um retorno, vejo muitos assim ao meu redor, um fardo enorme sobre os ombros de saudade.

Quem é igual ao medo de perder quem amamos profundamente, como os rios que banham seu rosto na fria tarde da manhã.

Eu trago uma dor escondida entre lâminas que não cortam, uma lágrima no céu é tudo que eu percebo nestes dias estranhos, não por essa razão eu me sufocarei no vento inexistente da ilusão.

Meu bem ou meu mal? Um carretel de seda vermelho, não como sangue, mas como as rosas que machucam sua pele atrás do vidro que desliza entre os dentes que picam uma carne no fogo mortal do embrulho.

Uma única lágrima foi a explicação para tudo o que aconteceu entre nós em um passeio à tarde, um beijo perdido, lembranças de bons momentos, um abraço final da conjunção de almas eternas separadas em breve da sua respiração perto de mim.

Quem está por perto? Mãos coladas numa geometria de variáveis, sem respostas de amor, espero aprender ainda mais com ele num ciclo de idas e vindas na escultura de uma mulher.

Desenhos e pincéis abandonados na última arte, lembro-me muito bem que grande pintura na sala, o último toque foi por seus dedos sobre a tela de granizo cor de marfim, causando gelo seco da vida passada, ainda vejo uma linha de a beleza que encanta.

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