Cobaia

Os cachorros saltando na ponta do brilho.

As chamas derretendo as tuas lembranças de 96.

Palpitadas no meu peito aberto na roda gigante provocando vômitos de solidão.

Céu rasgado de ponta a cabeça em lençóis de seda de um perfume atordoante.

Vazio desse quarto na arquitetura da dor.

De mãos dadas no altar, um filho nasce e cresce em uma bolha mágica.

O teu sorriso era lindo como diamantes escondidos atrás das colinas de Roma.

O meu corpo arde e queima nas roseiras do desespero de não se conter.

A tua partida foi mais que um corte, uma eterna separação no limiar da aliança entre os dois dedos.

Meu inimigo é um morcego.

De mãos dadas no tempo a triste espera da prisão.

Última lembrança que deixo é o vestido pendurado entre o céu e a terra.

 

 

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